Estudar é bom?? Estudar é chato. Estudar é palha. É tão melhor estar na frente de um video-game, curtindo as aventuras de uma perseguição policial ou os desafios de um carro de corrida a mais de 200 km por hora! Também é massa entrar na internet e passar horas num chat com um (a) desconhecido (a) da Austrália ou do Canadá. Estudar? Não!!
Estudar é chato. Estudar é palha. A gente viaja ouvindo um rock, num som bem alto. Ou num pagode junto com amigos. E numa boate?! Com um som bem alucinante e com as luzes bastante loucas, a gente viaja e sai dessa realidade onde só vemos assaltos, seqüestros, aulas com matérias que não nos interessam, provas difíceis e pais/professores que pegam no nosso pé, querendo nos impor estudos/colégios onde não tem rock, nem video-game, nem som alto, nem liberdade. Estudar? Não!!
Estudar é chato. Estudar é palha. A gente viaja, quando junto com os colegas faz-se o que se quer, vamos onde queremos. É muito palha ir à escola e ter disciplina, obedecer ao que mandam, fazer o que não se quer. Estudar? Não!!
Que grande engano! Quanta gente já pensou assim e hoje se arrepende... E chega à conclusão de que, na vida, tudo é bom: rock, video-game, som alto, internet, pagode, tudo isso é literalmente maravilhoso. Entretanto, melhor ainda é entender porque tudo isso é bom. Melhor ainda é viajar além do rock e da internet, e chegar, por exemplo, à Roma antiga para ouvir as músicas cantadas pelos romanos, ver a guihotina no tempo da Revolução Francesa, navegar nas caravelas de Cabral entendendo a geografia, acompanhar o trabalho de escultura do Aleijadinho prestando atenção nas leis da Física ou observar as pirâmides do Egito compreendendo as leis da Medicina que explicam as múmias. É tudo isso possível sem estudo e sem leitura?
Então, estudar é bom! Estudar é massa! Palha é ver as belezas do mundo, sem entendê-las. Chato é passar pela vida como um boi olha para um lindo palácio. Rock, internet, leitura: tudo pode ser bom. Entretanto, o estudo e a leitura fazem de nós mais que homens. Tudo para nós passa a ser menos pesado. Ficamos tão leves, que tornamo-nos como anjos que viajam pelas estrelas. O estudo e a leitura permitem-nos sonhar. Bem-aventurados os que lêem e estudam. Bem-aventurados os que sonham, porque deles é o futuro!
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Quem somos nós?
A humanidade sempre reverenciou a beleza. Quem não se impressionou com a Vênus de Milo ou com as pirâmides do Egito? Muitos ficam literalmente estupefatos diante do Canto Gregoriano ou da exibição do “Fantasma da Ópera”, do genial Weber.
Pode-se até parafrasear as Escrituras, afirmando que o Belo move montanhas. Infelizmente, até os ideólogos de muitos regimes ditatoriais se imbuíram dessa verdade. Hitler, por exemplo, envolveu os horrores da doutrina nazista com os invólucros da beleza. A arte, a literatura e o cinema foram altamente manipulados pelo Führer, com vistas à conquista das consciências. Foi a sinistra utilização da beleza, a serviço da anti-verdade.
Muitos procuraram entender o Belo. Creio, porém, que sua mais completa definição esteja na afirmação de que é “a unidade na variedade”. Quanto mais variedade houver, mais próximo se está da beleza. Entretanto, uma variedade desconexa e dispersa não encanta. É preciso que algo lhe dê sentido e faça coerentemente a união entre as diferentes partes. Entra aqui o papel da unidade.
Entre as qualificações que podemos dar à democracia é a de que ela é bela, pois faz conviverem as diferentes linhas políticas em um só corpo, a nação. Do mesmo modo, podemos dizer que o Brasil é de uma beleza ímpar, já que nossas diferenças regionais estão unidas na formação daquilo que tanto nos orgulha: somos todos brasileiros.
Invariavelmente, os problemas surgem quando se viola uma das duas pontas do conceito: ou se quer a unidade sem variedade (aí surgem as ditaduras), ou se deseja a variedade sem unidade (aí os conjuntos se fragmentam). Essa regra é válida em qualquer circunstância e até mesmo em uma pequena sociedade, como é o convívio entre alunos em uma sala de aula, na qual a unidade é fornecida pelas mesmas metas a alcançar no campo educacional, enquanto a variedade está nas inúmeras diferenças, que precisam ser respeitadas.
O respeito às diferenças é, sob esse aspecto, uma das condições fundamentais para a existência do Belo. Muitas já analisaram a diversidade cultural sob outros pontos de vista: político e sociológico, por exemplo. Queremos ressaltar esse outro aspecto: se amamos a beleza, respeitemos as diferenças.
Parece-nos que, nesse mundo tão cheio de violências e de horrores, convém que alguns se levantem a favor do Belo e, em nome dessa bandeira, defendam a causa da diversidade cultural. Fazemos parte desse grupo. Estes somos nós.
Pode-se até parafrasear as Escrituras, afirmando que o Belo move montanhas. Infelizmente, até os ideólogos de muitos regimes ditatoriais se imbuíram dessa verdade. Hitler, por exemplo, envolveu os horrores da doutrina nazista com os invólucros da beleza. A arte, a literatura e o cinema foram altamente manipulados pelo Führer, com vistas à conquista das consciências. Foi a sinistra utilização da beleza, a serviço da anti-verdade.
Muitos procuraram entender o Belo. Creio, porém, que sua mais completa definição esteja na afirmação de que é “a unidade na variedade”. Quanto mais variedade houver, mais próximo se está da beleza. Entretanto, uma variedade desconexa e dispersa não encanta. É preciso que algo lhe dê sentido e faça coerentemente a união entre as diferentes partes. Entra aqui o papel da unidade.
Entre as qualificações que podemos dar à democracia é a de que ela é bela, pois faz conviverem as diferentes linhas políticas em um só corpo, a nação. Do mesmo modo, podemos dizer que o Brasil é de uma beleza ímpar, já que nossas diferenças regionais estão unidas na formação daquilo que tanto nos orgulha: somos todos brasileiros.
Invariavelmente, os problemas surgem quando se viola uma das duas pontas do conceito: ou se quer a unidade sem variedade (aí surgem as ditaduras), ou se deseja a variedade sem unidade (aí os conjuntos se fragmentam). Essa regra é válida em qualquer circunstância e até mesmo em uma pequena sociedade, como é o convívio entre alunos em uma sala de aula, na qual a unidade é fornecida pelas mesmas metas a alcançar no campo educacional, enquanto a variedade está nas inúmeras diferenças, que precisam ser respeitadas.
O respeito às diferenças é, sob esse aspecto, uma das condições fundamentais para a existência do Belo. Muitas já analisaram a diversidade cultural sob outros pontos de vista: político e sociológico, por exemplo. Queremos ressaltar esse outro aspecto: se amamos a beleza, respeitemos as diferenças.
Parece-nos que, nesse mundo tão cheio de violências e de horrores, convém que alguns se levantem a favor do Belo e, em nome dessa bandeira, defendam a causa da diversidade cultural. Fazemos parte desse grupo. Estes somos nós.
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